A Agência Espacial Europeia perdeu um modelo de teste em escala real do Space Rider, seu planejado veículo espacial reutilizável. No último teste de queda de uma longa campanha, o paraquedas em forma de asa não abriu como deveria, e o modelo foi destruído.
É um revés em um teste, não em um voo. Mas o teste final não foi concluído, e a ESA abriu uma investigação.
O que falhou
O teste foi feito em Salto di Quirra, um campo de testes de defesa na Sardenha, em outubro. O L’Unione Sarda noticiou em 21 de outubro, sem informar o dia exato.

Houve um problema durante a abertura do grande parafoil, o paraquedas em forma de asa, dirigível, que deveria levar o veículo ao chão com suavidade. O teste não pôde ser concluído, e o modelo foi perdido. A ESA disse que, depois de vários testes bem-sucedidos, o teste final de liberação em nível de sistema “was not completed as planned” (não foi concluído como planejado) por causa da anomalia.
O que a ESA está fazendo
A ESA abriu uma investigação independente para achar a causa raiz e decidir os próximos passos. Não encontramos nenhuma declaração sobre o que deu errado na sequência do parafoil, nem um texto da ESA para citar: as palavras da agência chegam até nós pelo jornal italiano.
O que é o Space Rider
O Space Rider deve ser o primeiro veículo espacial reutilizável da ESA. Ele iria à órbita, trabalharia lá por cerca de dois meses como laboratório orbital não tripulado, depois reentraria e pousaria. A Thales Alenia Space lidera o desenvolvimento, com a Avio como co-contratada.

Desde abril, a equipe vinha lançando um modelo em escala real do módulo de reentrada de 4,6 metros de um helicóptero da Força Aérea do Exército italiano, a cerca de 3 quilômetros de altura. O objetivo era checar se um parafoil de 27 por 10 metros abre e voa corretamente. Outras reportagens que vimos em resultados de busca dizem que uma tentativa anterior foi interrompida em maio.
O que isso significa para o cronograma
A estreia continua, em teoria, prevista para o segundo trimestre de 2028. O jornal não relata mudança nessa data. A European Spaceflight diz que a investigação não é o único nem o principal fator por trás dos atrasos que o Space Rider já enfrenta. Não abrimos essa matéria, então não sabemos quais são os outros fatores.
O que não sabemos
- O que falhou na sequência de abertura e por quê.
- Quanto tempo a investigação vai levar e se vai exigir outro teste em escala real.
- Se a data de 2028 será mantida.
Um teste de queda é justamente onde os problemas devem aparecer antes de um voo de verdade. Um modelo perdido custa dinheiro e tempo, porém. Se custa mais do que isso depende do que a investigação achar.
Para outras histórias recentes de engenharia espacial, veja o telescópio Swift, da NASA, encerrando a missão e, do lado científico da ESA, como o Euclid achou seu primeiro cometa.
O que não conseguimos confirmar
Lemos uma reportagem por inteiro e não achamos nenhuma declaração da própria ESA. A data exata do teste, a causa e o efeito no cronograma não estão estabelecidos.





Deixe um comentário