Se você acabou de comprar uma balança ou um relógio da Withings e criou uma conta nova, os dados podem não ir mais para o Apple Health de graça. A Withings colocou a sincronização automática com o Apple Health e com outros apps de terceiros dentro da sua assinatura Withings+, que custa cerca de US$ 100 por ano, para contas criadas a partir de meados de outubro.
Quem já tinha conta na Withings não sofre mudança. Veja quem é afetado e o que a empresa diz.
O que mudou
A Withings diz que a sincronização automática com apps de terceiros agora faz “part of Withings+” (parte do Withings+), segundo uma declaração no fórum de suporte da empresa citada pelo Engadget. Isso vale para o Apple Health e para o Health Connect, do Google, e para os apps que leem seus dados da Withings por meio deles.
A regra depende de quando a conta foi criada, não de quando o aparelho foi comprado. O Terra, um blog para desenvolvedores que acompanha a mudança, e o Engadget colocam o corte em contas criadas a partir de 13 de outubro. Uma terceira reportagem, do iDevice, diz 12 de outubro. Não conseguimos abrir o post oficial da Withings para tirar a dúvida, por isso falamos em meados de outubro.
Quem não é afetado
Contas antigas continuam com sincronização gratuita, tenham ou não assinatura. Quem só quer ver seus números também continua podendo: as medições básicas e as tendências seguem visíveis no app da Withings sem pagar, informa o Terra.
O que um usuário novo pode fazer
Uma conta gratuita nova não envia mais dados ao Apple Health automaticamente. Segundo o Engadget, a alternativa é exportar o histórico à mão e enviá-lo ao outro app para ver ali os dados mais recentes. Passar os dados pelo Apple Health ou pelo sistema de saúde do Google não contorna a regra, dizem o Terra e o iDevice, porque os apps que leem desses sistemas herdam o mesmo corte.
A mesma regra vale para desenvolvedores. Ela atinge o plano gratuito da API da Withings, e um plano Enterprise suspende a exigência em usos específicos, informa o iDevice.
Quanto custa
Os preços variam um pouco conforme a fonte. O Engadget fala em US$ 100 por ano. O Terra lista US$ 99,50 por ano ou US$ 9,95 por mês no site dos EUA, e o iDevice diz US$ 9,99 por mês ou US$ 99,99 por ano. Não encontramos preço em reais, nem confirmamos como a Withings vende a assinatura no Brasil, então confira o valor no app antes de assinar.
Para dar contexto, o Engadget lembra que a Withings é conhecida por aparelhos de saúde de alto padrão: a balança Body Scan 2 custa US$ 600 e uma versão intermediária, US$ 280. A assinatura, portanto, vem somada a um aparelho que não é barato.
Por que a Withings diz que faz isso
Segundo o iDevice, a Withings afirma que a receita das assinaturas financia a validação clínica, o trabalho regulatório e a infraestrutura da sua plataforma de saúde. O Terra informa que a empresa liga a mudança ao seu novo AI Connector, a mudanças na API e a medidas extras de privacidade.
A reação
Muitas respostas no fórum de suporte da Withings, em sua maioria de usuários antigos, criticaram a cobrança por algo que um deles chamou de função relativamente simples, informa o Engadget. O site Gadgets & Wearables, citado pelo iDevice, descreveu um novo dono de uma balança Body que viu uma tela de assinatura do Withings+ ao ativar a exportação para o Apple Health. O Engadget pediu comentário à Withings e não havia recebido resposta quando publicou.
Nossa leitura
O momento é o que incomoda: quem compra agora descobre a assinatura depois de pagar pelo aparelho. Se você está pensando em um aparelho da Withings e depende do Apple Health, considere a assinatura no cálculo ou veja se consegue viver sem a sincronização automática.
Não testamos as novas regras em um aparelho e vamos atualizar este texto se a Withings esclarecer a data ou voltar atrás.





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